Frases antológicas: Guimarães Rosa


A idéia inicial para esse "frases antológicas" era outra. Mas, atendendo ao pedido da leitora Fabi, mudamos o autor escolhido, apresentando assim as frases de Guimarães Rosa.

João Guimarães Rosa mais conhecido como Guimarães Rosa nasceu na pequena Cordisburgo, interior de Minas. Médico e diplomata, Guimarães Rosa se notabilizou como escritor. Autor de contos e romances ambientados quase todos no chamado sertão brasileiro. Destaca-se em sua obra o uso de neologismos, marcados pela influência de falares populares e regionais somada a sua erudição, possibilitando a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas. Entre suas obras destacam-se Sagarana (1946), Corpo de Baile (1956), Grande Sertão: Veredas (1956), Primeiras Estórias (1962), Noites do Sertão (1967).



As frases de Guimarães Rosa:


"Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração."

"O homem nasceu para aprender, aprender tanto quanto a vida lhe permita."

"Saudade é ser, depois de ter."

"O amor é sede depois de se ter bem bebido."

"Esperar é reconhecer-se incompleto."

"Infelicidade é questão de prefixo."

"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muitos vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como o sofrimento dos homens."

"Mas quem é que sabe como? Viver... o senhor já sabe: viver é etcétera..."

"Eu não sei quase nada, mas desconfio de muita coisa".

"A colheita é comum, mas o capinar é sozinho.

"O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."

"As pessoas nao morrem, ficam encantadas."

"Passarinho que se debruça - o vôo já está pronto!"

"Qualquer amor é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura."

"Pão ou pães é questão de opiniães."

"Ah, não; amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por este mundo, barganhando ajudas, ainda que sendo com o fazer a injustiça dos demais. Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou - amigo - é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por quê é que é."

"Porque a cabeça da gente é uma só, e as coisas que há e que estão para haver são demais de muitas, muito maiores diferentes, e a gente tem de necessitar de aumentar a cabeça, para o total."

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende."

""Vida" é noção que a gente completa seguida assim, mas só por lei duma idéia falsa. Cada dia é um dia."

"Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas."

"Viver é negócio muito perigoso."

"Raiva tampa o espaço do medo, assim como do mêdo raiva vem."


Obs: Aos que, assim como a Fabi, queiram participar do blog com pedidos, sugestões, críticas e afins, seguem abertos os tradicionais canais e-mail e comentário de posts.

Se o desejo for pedir alguém em especial para o "frases antológicas" informamos que já foram publicadas frases de Homer Simpson, Mário Quintana, Millôr Fernandes, Woody Allen, Groucho Marx, Seu Madruga, Albert Einstein, Alfred Hitchock, Luís Fernando Veríssimo, Barão de Itararé, Garfield, Bob Marley, René Descartes e José Saramago. Privilegiaremos autores e/ou personagens ainda não contemplados.

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